Quarta lei da simplicidade: aprender

aprenderComo profissional da área de treinamento e funcionário de uma instituição de educação sei que, para boa parte das pessoas, aprender é sinônimo de perda de tempo, o que sugeriria uma possível violação à terceira lei. Entretanto, tal coisa é um grande engano, pois “o conhecimento torna tudo mais simples” [John Maeda, 2005] e, por isso, na realidade, ao aprendermos qualquer coisa economizaremos tempo, ao contrário do que ocorre com aqueles que preferem o método da tentativa-e-erro.

Uma reclamação comum das pessoas é com relação à dificuldade que se tem para aprender. Existem pessoas que acham até que são menos inteligentes, mas isso é uma grande bobagem. Penso que tal coisa ocorra porque, via de regra, nossos professores (e pais) não nos ensinaram métodos adequados de estudo. Atualmente, temos acesso a milhares deles, mas vou me limitar à simples sugestão dada pelo Maeda que consiste em começar pelo básico, revisar o conhecimento, abster-se do desespero, se inspirar nos outros e se aprofundar, quando necessário (essa última é minha contribuição).

Em muitos casos, conhecer o básico já é suficiente. Ter domínio sobre o básico nos dá confiança para, se preciso for, nos aprofundarmos em determinado conhecimento. É importante lembrar que não precisamos conhecer tudo de todas as coisas, o ideal é que tenhamos conhecimentos básicos (e em alguns casos aprofundado) das coisas que necessitamos em nosso dia a dia, seja no trabalho, na escola, em casa ou no lazer.

A revisão das coisas que aprendemos é fundamental para a consolidação do conhecimento. Sem revisões constantes, fatalmente esqueceremos o que aprendemos. Por exemplo, poucas coisas lembro a respeito das aulas de contabilidade, isso ocorre porque não uso no meu dia a dia. A revisão do conhecimento, mesmo que não o utilizemos na prática em nosso dia a dia, garante que não esqueceremos tal coisa. Quem já estudou para algum vestibular ou concurso público concorrido sabe do que estou falando. A revisão nos condiciona, instintivamente, a fazer as coisas facilmente.

O desespero só atrapalha. Quando dominamos o básico e revisamos constantemente um conhecimento, normalmente nos sentimos seguros e o desespero fica de lado. A eliminação do desespero acontece quando nos conscientizamos que sabemos, pelo menos o básico, e essa segurança pode nos levar a ótimos resultados.

Parece que tudo flui mais facilmente quando estamos inspirados. Geralmente, a inspiração é proveniente de uma outra pessoa, seja ela um amigo, um professor, um líder ou Deus. Quando temos uma inspiração para aprender, as coisas ocorrem de maneira leve e rápida, na qual há prazer e satisfação.

Por fim, em alguns casos, precisamos nos aprofundar e isso só é possível quando dominamos, pelo menos, o básico. Aqui vai outra advertência: se aprofundar quando não há necessidade, é perda de tempo. Aprofundemos nossos conhecimentos em algo, apenas quando for preciso, do contrário, não.

É isso, um abraço e fiquem na paz!

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5 opiniões sobre “Quarta lei da simplicidade: aprender

  1. Pingback: As leis da simplicidade « Simples e Frugal

  2. O conhecimento é a mola fundamental para a segurança seja em que âmbito for. Básico quando necessitamos superficialmente dele e profundo quando o
    utilizamos sempre. Excelente artigo. Obrigado.

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