Falsas economias

economiaMuitos de nós, ao nos depararmos com uma propaganda que anuncia promoções e liquidações, somos tomados por um desejo ardente de não perder tal oportunidade de economizarmos. Até aí, tudo bem. O problema surge quando não nos damos conta de que várias dessas economias podem ser falsas.

Falsa economia é uma situação em que acreditamos estar fazendo um bom negócio, quando, na realidade, estamos aumentando nossas despesas ou até jogando dinheiro fora. Isso ocorre, normalmente, quando efetuamos compras em promoções, liquidações ou quando compramos levando em consideração apenas o preço.

As empresas fazem diversas propagandas para nos induzir a comprar seus produtos em promoções. Pseudoeconomias do tipo leve 5 e pague 3, só serão efetivas se realmente necessitarmos daquele produto, pois é recorrente, por exemplo,  não usarmos o produto porque venceu seu prazo de validade. Nesse caso teremos um enorme prejuízo dependo da quantidade de produtos que deixarmos de usar.

Nas liquidações ocorre a mesma coisa. Por exemplo, pense naquelas liquidações que nos forçam a comprar um kit com 5 camisas, 3 calças e 2 pólos para que, dessa forma, tenhamos um descontão. Será válida se, de fato, estivermos necessitando de todos esses itens (e se forem de boa qualidade!). Muitos de nós compramos sempre desse jeito, acreditando que estamos fazendo um ótimo negócio, mas quando fazemos uma análise de nosso guarda-roupas, percebemos que temos um monte de artigos novos de vestuário que nunca usamos!

Outra forma bastante eficiente de jogar dinheiro fora é comprar produto com base apenas no preço. As empresas, com a altíssima carga tributária de nosso país, não conseguem fazer milagres. Portanto, desconfie de produtos com o preço muito abaixo dos praticados no mercado. Na maioria das vezes, os produtos com baixo preço tendem a quebrar mais, necessitando de assistência técnica cara ou inexistente no país. Um exemplo clássico acontece com os combustíveis, pois o menor preço pode nos levar a um prejuízo muito maior com danos em nosso carro. O mesmo ocorre com os serviços.

Para não cairmos na armadilha da falsa economia, devemos estar atentos aos seguintes pontos:

  1. Planejar as compras. Surgiu uma grande promoção ou liquidação na mídia, antes de sairmos correndo para efetuarmos as compras, precisamos fazer uma lista das coisas que realmente estamos precisando e, depois disso, iremos até o lugar e compraremos somente os itens de nossa lista. É necessário que resistamos às compras por impulso!;
  2. Necessidade / usabilidade. É preciso avaliar se estamos realmente necessitando daquele produto/serviço. Necessitamos ou vamos usar todos os seus recursos? O produto/serviço tem múltiplas funções (serve para mais de uma coisa)? Às vezes, dependendo do item, a compra compartilhada com os vizinhos será mais vantajoso;
  3. Tempo / distância. O tempo que gastaremos em função de adquirir tal produto ou serviço compensa? A distância que teremos que percorrer justifica a economia dessa aquisição? Muitas vezes compensa pagar um pouco mais em um produto ou serviço perto de nossa casa, pois gastaremos menos tempo e até dinheiro, já que precisamos contabilizar o custo do deslocamento na compra do bem/serviço;
  4. Compra versus Investimento. Devemos avaliar se estocar aquele bem será vantajoso. Tem gente que estoca roupas, comida e outras coisas em função da economia, mas será que vale a pena? Em tempos de inflação sob controle, criar o hábito de investir , mesmo que na poupança, será melhor do que deixar o dinheiro parado em nossa dispensa.

Enfim, a economia só terá sentido se tivermos um propósito maior em nossa vida. Quando nossas aquisições fazem parte de um estilo de vida frugal, no qual o nosso comportamento consciente é quem nos conduz a gastos e ao aproveitamento coerente de promoções e liquidações, aí sim, teremos alcançado a verdadeira economia. Caso queira se aprofundar no assunto, assista ao vídeo Falsas Economias (que inspirou esse artigo) em TV Educação Financeira.

É isso, uma abraço e fiquem na paz!

*Imagem: “cortesia de worradmu  / FreeDigitalPhotos.net”

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4 opiniões sobre “Falsas economias

  1. exemplo clássico….sabão em pó Omo, embalagem “econômica” de 2 kg. Além de ser difícil de armazenar, comprando 2 embalagens de 1 kg sai + barato do que essa “econômica”. Basta recorrer à álgebra! Outro exemplo: Suco Ades 1,5 l é + proporcionalmente + caro que o líquido adquirido em embalagens de 1 l. Talvez uma explicação para tais é que a embalagem maior custa + mesmo. E ponto….

    • Pois é Guilherme, eu e minha esposa, quando fazemos nossas compras no supermercado, consideramos todos esses pontos. E, mais, por exemplo, por que não usar outras marcas tão boas quanto e, sempre acionamos a calculadora de nossos celulares para ver se compensa mesmo… Temos que pensar antes de sair comprando pra não levar gato por lebre (rsrs). Araços e volte sempre!

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