Um ano sem compras…

Tem muita gente que, ao ler o título desse artigo, começa a se coçar e acha que tal feito é impossível, mas acredite se quiser tem muita gente por aí conseguindo essa façanha.

A dica de hoje é a experiência relatada por duas brasileiras, uma paranaense e outra mineira, em seus blogs sobre como conseguiram ficar um ano sem comprar nada. Pode parecer impossível essa fórmula: mulheres sem comprar, mas não é. Como minha esposa é frugal, não fico nenhum pouco surpreso.

Pois bem, caso queira diminuir o nível de seu consumo, inspire-se nessas mulheres:

Um abraço e até a próxima dica!

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11 opiniões sobre “Um ano sem compras…

  1. Marcos, agradeço pela indicação! Eu ainda não conhecia o seu blog e estou gostando muitos dos textos. Várias pessoas que aderiram ao ano sem compras acabaram optando por um estilo de vida minimalista e eu não me identifico muito com essa escolha. Será que você pode me ajudar e explicar a diferença entre minimalismo, frugalidade, vida simples e simplicidade voluntária?

    • Marina que bom vê-la por aqui, fico muito contente com isso! Foi um prazer indicar o seu blog, pois é uma lição muito importante. O meu blog é ainda um bebezinho, pois nasceu apenas no mês passado, ele não é muito conhecido (aliás, nem sei se algum dia o será).

      Não sou um especialista no assunto, mas venho estudando esses termos há um ano. E, diante disso, vou arriscar e tentar te ajudar. Pois bem, se excluirmos os antecedentes budistas, filosóficos e cristãos sobre a simplicidade, modernamente podemos citar Henry David Thoreau como o primeiro propagador do estilo de vida simples ao publicar seu livro Walden em 1854, no qual relata sua experiência de 2 anos vivendo na mais absoluta simplicidade. Mais tarde, em 1980, Duane Elgin, com seu livro simplicidade voluntária, retoma esse termo, também propagando esse estilo de vida. Como subproduto (ou uma releitura) da vida simples de Thoureu e da simplicidade voluntária de Elgin, em meados dos anos 2000 surge o minimalismo com ícones famosos como Leo Babauta (importante destacar que o minimalismo comportamental não tem nada a ver com o movimento artístico das décadas de 50 e 60, pode ter até alguma influência, mas conceitualmente está mais proximo do termo vida simples). Já frugalidade, em minha opinião, é resultado de uma vida simples (ou simplicidade voluntária, pois para mim são sinônimos), visto que ela faz com que tenhamos hábitos mais econômicos. Para tentar ajudar segue algumas definições formais:

      – Vida simples ou simplicidade voluntária: “é uma maneira de viver exteriormente mais simples e interiormente mais rica, um modo de ser no qual nosso eu mais autêntico é posto em contato direto e consciente com a Vida” [Duane Elgin]. Na concepção de Elgin, simplicidade voluntária não tem nada a ver com pobreza, pois esta é debilitante, degradante e quase sempre imposta, não se trata de escolha.
      – Minimalismo: Para Leo Babauta “é simplesmente se livrar de coisas que você não usa ou precisa, criando um ambiente organizado e uma vida simples, despojadamente simples. É viver sem uma obsessão com coisas materiais ou uma obsessão em fazer tudo e muita coisa. Já para Joshua e Ryan (The minimalists), minimalismo é uma ferramenta utilizada para se livrar dos excessos da vida em favor de se concentrar no que é importante para que você, de modo que possa encontrar satisfação, felicidade e liberdade.
      – Frugalidade: Para Joe Dominguez e Vicki Robin, frugalidade é equilíbrio. Ser frugal é usar adequadamente, administrar sabiamente o dinheiro, o tempo, a energia, o espaço e os bens materiais. A frugalidade é algo assim: não é demais e não é muito pouco, é adequado. É o suficiente.

      Resumindo, para mim, vida simples e simplicidade voluntária são sinônimos e defino como sendo um esforço deliberado para apartar de nossa vida toda a complicação desnecessária. Esse esforço é feito de forma consciente, com o intuito de equilibrar aspectos interiores e exteriores do ser humano, em busca de um propósito de vida gratificante e sustentável. Desse esforço resultará, inevitavelmente, a frugalidade, ou seja, a utilização adequada de nosso dinheiro, tempo, energia e recursos. A frugalidade está diretamente relacionada com economia financeira e o uso adequado (até o desgaste ou o compartilhamento) de seus bens materiais. Esse estilo de vida está preocupado em promover uma vida mais sustentável, tanto do ponto de vista social como econômico e ecológico. Já o minimalismo, me parece uma variante dessa vida simples, talvez uma releitura feita pelos jovens da geração y. Bom é isso, espero ter ajudado…

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